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"O sítio de todos os lusófilos"

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DEPENALISATION 

DE

L'AVORTEMENT 

AU

PORTUGAL

11/02/2007

VOTEZ !!! 


 
O referendo sobre o aborto prevê apenas

 a participação dos eleitores recenseados em Portugal.
 A LUSO PLANET e a CAP MAGELLAN

dão a possibilidade aos emigrantes portugueses

de exprimir a sua opinião sobre este assunto :
 
É cidadão português residente no estrangeiro?

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FEMME / MULHER

Vendredi 14 décembre 2007 5 14 /12 /Déc /2007 21:45
Par Myriam Lise DA SILVA - Publié dans : FEMME / MULHER
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Vendredi 14 décembre 2007 5 14 /12 /Déc /2007 21:41

Édito

http://www.france5.fr/actu_societe/W00137/6/

À l'occasion de la "Journée de la femme 2007", France 5 vous propose un dossier pour explorer la "planète au féminin" et ses continents . Pourtant majoritaires sur terre, les femmes sont les premières victimes des inégalités. Sur 1,5 milliard d'êtres humains qui vivent dans la pauvreté, 70 % sont des femmes.

Ce jour est aussi l'occasion de célébrer le travail remarquable mené par les féministes de la première heure, celles qui ont contribué à faire évoluer la société moderne. Aujourd'hui, le féminisme, qui a pris une ampleur planétaire ne fait pas partie du passé, loin de là, car les questions sur la maternité, sur le statut de la femme ressurgissent chaque jour, parmi les jeunes femmes de banlieue et dans bien des régions du monde.


Vous l'aurez compris, sur France 5, c'est 365 fois par an la journée de la femme !

 

Par Myriam Lise DA SILVA - Publié dans : FEMME / MULHER
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Lundi 12 février 2007 1 12 /02 /Fév /2007 11:34
Referendo sobre a despenalização do aborto
"Sim" vence com maioria expressiva e PS promete aprovação urgente da lei 
12.02.2007 - 07h49   São José Almeida , PÚBLICO
 

À segunda, foi. A lei que despenaliza o aborto a pedido da mulher até às dez semanas, em estabelecimento legalmente autorizado, vai ser submetida a votação final global com carácter de urgência, depois de ontem 59 por cento dos votantes se terem exprimido nas urnas a favor do "sim".

A abstenção, na ordem dos 56,4 por cento, faz com que o resultado do referendo não seja vinculativo, pois não votaram metade mais um dos eleitores. Mas, ontem à noite, todas as forças políticas foram consensuais a aceitar a inevitabilidade política da aprovação da lei. Até porque esse foi o compromisso assumido pelo primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, ainda antes da campanha, no congresso do PS, que se realizou em Novembro, em Santarém.

A certeza da celeridade na finalização do processo legislativo sobre a despenalização é garantida pelos socialistas e foi ontem afirmado pelo primeiro-ministro, José Sócrates. Com carácter de urgência, seguir-se-á a posterior regulamentação da lei. Ontem, o primeiro-ministro não adiantou pormenores sobre a solução a adoptar, apenas deu dois sinais: vai seguir soluções em vigor noutros países e garantirá um período de reflexão à mulher que quer abortar. A próxima intervenção de Sócrates sobre o assunto deverá ser feita depois de amanhã, em Óbidos, o palco escolhido pelo PS para, numas jornadas parlamentares, dar ao primeiro-ministro espaço para cantar vitória neste referendo.

As decisões que Sócrates venha a tomar sobre o tipo de regulamentação da lei da despenalização até às dez semanas deverão ser indiciadas em Óbidos, mas deverão receber o consenso do PSD.

Ontem, Marques Mendes, um dos perdedores da noite, deixou claro que não se oporá ao veredicto das urnas e que a despenalização é para seguir em frente no parlamento, onde o PSD, aliás, deverá repetir a liberdade de voto. É também provável que os socialistas venham a acordar com o PSD os contornos da regulamentação. Um consenso de centro, suficientemente abrangente, para que a lei resista à contestação e à polémica que o CDS e o movimento plataforma Não Obrigada já prometeram.

Vitória pessoal de Sócrates

Se esta é uma vitória do PS, ela é, sobretudo, a vitória do próprio José Sócrates. não só pela forma pessoalíssima como assumiu esta causa: inscreveu-a no programa eleitoral e no programa do governo e insistiu na repetição do referendo. Mas também pela forma como deu a cara em nome da despenalização na campanha, marcando a diferença de forma abissal para a atitude de António Guterres, em 1998, que cedeu então o referendo ao líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, bloqueando a acção do PS em relação à campanha e acabando mesmo por afirmar que era partidário do "não".

Mas se esta é uma vitória de Sócrates, ela é igualmente a solução do último compromisso com os partidos mais à esquerda e particularmente com o BE que Sócrates transportava consigo desde a sua eleição como secretário-geral, a receber a herança do "guterrismo" neste dossier. Agora, está liberto de compromissos com o bloco de esquerda.

A força dos cidadãos

A vitória do "sim" foi também uma vitória do BE. desde o início da discussão sobre a repetição do referendo, ou seja, praticamente desde a anterior consulta popular, que o BE tem sido categórico na defesa da necessidade de não fugir a esta etapa de legitimação popular da lei. Ontem, Francisco Louçã não deixou de puxar pelos seus louros de ganhador, marcando a diferença de atitude em relação ao PCP. Isto porque os comunistas entraram na campanha do "sim" com tudo, mas nunca deixaram de afirmar a sua oposição absoluta ao facto de o PS ter optado por repetir o referendo.

O resultado de ontem foi ainda uma clara vitória dos movimentos de cidadãos. Quer do lado do "não" quer do lado do "sim" surgiram, pela primeira vez, em momentos de decisão nas urnas, grupos de cidadãos organizados em torno de uma causa. Pelo lado do "não" e prometendo não desistir - Isilda Pegado e Pinheiro Torres foram peremptórios - a plataforma não obrigada mostrou uma capacidade de mobilização e um profissionalismo que foi inédito e que, até certo ponto, aumenta o peso da sua derrota.

Do lado do "sim" o movimento responsabilidade e cidadania, como principal agrupamento, era o outro grande vencedor da noite. E isso foi visível na onda de felicidade que irrompeu no Hotel Altis, em lisboa, quando foram anunciadas as projecções.

Agregando personalidades de várias áreas da esquerda, algumas até então em ruptura, este movimento, ainda que com contornos absolutamente amadores em alguns aspectos organizacionais, revelou uma dinâmica inédita na sociedade civil portuguesa em torno de causas políticas. Daí que uma das incógnitas para o "day after" do referendo seja a de saber o que vai acontecer a esta nova onda de participação cívica.

Com níveis de abstenção superiores a 50 por cento, o referendo não foi vinculativo. E embora o número de votantes tenha sido superior ao anterior referendo, foi inferior ao da consulta sobre a regionalização.

Esta situação volta a avivar o debate sobre a necessidade ou não de rever a lei do referendo. Isto porque, face ao carácter vinculativo voltar a ser nulo, discute-se o interesse da claúsula legal de vinculação. Em 1998, esta discussão foi lançada durante a campanha por figuras como Jorge Sampaio, que defendeu que a lei poderia ser alterada. Ontem, o actual presidente da república, Cavaco Silva, desaconselhou qualquer alteração legislativa precipitada: "É matéria que deve ser analisada, mas não me parece que, com tanta facilidade ou rapidez se possa pôr de parte o instrumento do referendo."

Falando depois de votar, cavaco acrescentou, segundo a Lusa: "talvez seja matéria para a assembleia meditar, mas pode ser precipitado pôr já de lado a possibilidade de os portugueses se pronunciarem directamente" sobre temas "consideradas importantes" para o país.

Par Myriam Lise DA SILVA - Publié dans : FEMME / MULHER
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Lundi 12 février 2007 1 12 /02 /Fév /2007 11:20

Portugal : l'avortement légalisé avant l'été?

lefigaro.fr (avec AFP).
 Publié le 11 février 2007
Actualisé le 11 février 2007 : 08h36

 
Le Parti socialiste portugais souhaite que la nouvelle loi sur l'interruption volontaire de grossesse soit approuvée avant la fin de la législature, soit d'ici le mois de juillet, a indiqué un responsable du parti dimanche soir.
 
Plus de 54% des 8,7 millions d'électeurs se sont abstenus, ce qui doit conduire à l'invalidation du référendum. Parmi les votants, 59,3% se sont exprimés en faveur de la légalisation de l'avortement, contre 40,8% en faveur du maintien de l'interdiction.
 
"Le peuple s'est exprimé clairement", a déclaré le chef du gouvernement dans une allocution télévisée, qui avait prévenu qu'en cas de oui majoritaire, son parti aurait recours à la voie parlementaire.
 
"La loi va désormais être débattue et approuvée au parlement. Notre intérêt est de lutter contre l'avortement clandestin et nous devons rédiger une loi qui respecte le résultat du référendum", a-t-il ajouté.
 
Les socialistes disposent de 121 sièges au parlement qui en compte 230 au total et ils peuvent compter sur le soutien de deux autres formations.
 
Les opposants à l'avortement ont contesté cette interprétation des résultats de la consultation.
 
Jusqu'à présent la loi portugaise, une des plus restrictives de l'Union européenne, prévoyait des peines pouvant aller jusqu'à trois ans de prison pour les femmes qui pratiqueraient une interruption volontaire de grossesse (IVG), sauf en cas de viol, de danger pour la vie de la mère ou de malformation du foetus. 
 
Les partis de gauche et cinq mouvements de citoyens divers s'étaient prononcés en faveur du "oui", tandis que l'Eglise catholique s'était fortement impliquée en faveur de la "défense de la vie de la conception à la mort" et contre le "crime abominable" de l'avortement.
 
Certains de ses membres avaient menacé d'excommunication les électeurs qui voteraient "oui", d'autres avaient mis en garde contre la "malédiction" qui ne manquerait pas de s'abattre sur le Portugal s'il rejoignait "l'apostasie silencieuse" du reste de l'Europe et sa "culture de la mort".

 

 
Par Myriam Lise DA SILVA - Publié dans : FEMME / MULHER
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Lundi 12 février 2007 1 12 /02 /Fév /2007 11:15
Le Portugal dit oui à l'avortement
Selon les sondages, environ 60 % des électeurs ont voté la dépénalisation de l'IVG, malgré une faible participation.
QUOTIDIEN : lundi 12 février 2007
Les électeurs portugais se sont prononcés hier en faveur de la liberté pour les femmes d'interrompre librement une grossesse au cours de ses dix premières semaines, lors d'un référendum marqué par une forte abstention. Entre 57 et 61 % des électeurs ont voté en faveur de la dépénalisation de l'avortement, selon divers sondages sortie des urnes, qui ont situé l'abstention autour de 40 %.
La participation n'a pas atteint le seuil de 50 % requis pour que ce résultat soit contraignant mais le Premier ministre socialiste, José Socrates, avait annoncé que le parlement modifierait de toute façon la loi actuelle si le oui était majoritaire. Il avait aussi souligné que le oui ferait passer le Portugal du conservatisme à «la modernité et au progrès» et «consoliderait une démocratie plus mûre» où chacun serait libre de ses choix sans devoir céder devant les conceptions morales de tiers. Le Parti social-démocrate, de centre droit, dans l'opposition s'était prononcé dans le même sens.
La loi portugaise, une des plus restrictives de l'Union européenne, prévoit actuellement des peines pouvant aller jusqu'à trois ans de prison pour les femmes qui pratiqueraient une interruption volontaire de grossesse (IVG), sauf en cas de viol, de danger pour la vie de la mère ou de malformation du foetus. Selon l'Association pour le planning familial, 18 000 avortements ont été pratiqués illégalement en 2005 au Portugal et ont conduit 10 000 femmes aux services des urgences des hôpitaux pour diverses complications. A l'issue de la consultation, Vitalino Canas, le porte-parole du PS, a salué «la maturité démocratique des Portugais» tandis que le secrétaire-général du Parti communiste, Jeronimo de Sousa, s'est réjoui de «la fin de l'obscurantisme» .
(D'après AFP)


http://www.liberation.fr/actualite/monde/234623.FR.php
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Par Myriam Lise DA SILVA - Publié dans : FEMME / MULHER
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